Arquivo paraJunho, 2009

Platão, o mundo da fantasia e a irmã de Peter Pan.

Conheci uma garota que UAU! Ela era realmente incrível. Quando me contam coisas sobre ela, eu sorrio e não digo absolutamente nada. É como se não tivesse nada a dizer, nada do que eu diria parece ser bom o bastante pra expressar o bem que ela me faz sentir. O que mais me espanta é o fato de que apenas eu me sinto assim sobre ela. Meus amigos, quando ouvem as histórias dessa tal garota incrível, riem, debocham… Alguns custam a acreditar na sua existência. Sempre ironizando sobre seus feitos, criticando suas atitudes, desprezando a maneira como ela decidiu viver a vida dela.
Aos 13 anos ela já tinha a vida perfeita, sabiam? Ela já sabia a idade que iria se casar, a casa em que iria viver e quantos filhos iria ter. Mesmo que ainda não tivesse sentido o verdadeiro amor, ela sabia que ele iria acontecer na sua vida. E ela se julgava pronta para recebê-lo, pois já havia até feito planos para ele.
Aquela garota nunca havia se apaixonado verdadeiramente, mas ela sabia como seria e a maneira como ela iria se sentir quando isso acontecesse. O amor era um dos sentimentos que mais se destacava em sua mente, em seu corpo. Ela era movida pelo amor. Ansiava por ele todos os dias, colocava-o em tudo que fazia… Sempre.
Tinha um olhar tão puro, uma risada tão suave, uma mente tão ingênua. E, se por um acaso ainda tivesse contato com essa menina, poderia jurar que não importa o quanto a sociedade tenha o poder de corromper uma pessoa… A ingenuidade dela, ainda que diminuísse um pouco, sempre estaria lá.
Existem várias pessoas nas quais gosto de pensar, pra mim é quase um refúgio pensar em algumas pessoas, pois existem algumas que me fazem bem apenas por pensar nelas… Essa garota é uma delas. Porém, pensar nela também me traz um certo pesar, porque eu não a conheço mais. Não sei mais aonde ela está, o que está fazendo, se está feliz ou triste.
Queria saber se a garota deixou de sonhar só porque um dia lhe disseram, com a vontade de lhe repreender, que ela sonhava demais. Queria saber se ela cresceu e se tornou uma mulher que não se reconhece no espelho, ou se ela ainda consegue enxergar a garota incrível que tinha 13 anos e sabia exatamente a casa em que iria morar e quantos filhos iria ter.